Alteradas algumas partições, surpreendi-me quando encontrei ilegível a minha /etc/fstab, agora é preciso identificar os HDs com uma críptica UUID. O problema era descobrir a desgraçada da UUID. Aqui felizmente encontrei a resposta: sudo vol_id -u device.
Para instalar o corretor eu segui as instruções do Brainstorm Database:
Primeiro é preciso baixar o arquivo de dicionário;
Descompacte o arquivo;
Despois abra o Vim e digite :mkspell pt pt_BR ;
Vai ser gerado no home corrente um arquivo de nome pt.utf-8.spl;
Como root digite:
cp pt.utf-8.spl /usr/share/vim/vim70/spell/;
Ainda como root edite o arquivo vimrc situado no diretório /usr/share/vim/
E para ligar a correção apenas nos arquivos tex, basta colocar no .vimrc
autocmd BufNewFile,Bufread *.tex set spell spelllang=pt
O frio dentro de casa é assustador. Sinto o ar quase como um líquido, minha pele o percebe como uma espécie de água gelada rarefeita. Sou capaz de perceber as mais pequenas correntes de ar gelado que fluem em torno do meu corpo, como sentiria uma leve corrente de água. O frio embebe minhas roupas, como o faria também a água.
Creio que vou afogar.
A dizer à amada quando as provações que involuntariamente lhe impões mostram-se ameaçadoras.
“Mein Herz gleicht ganz dem Meere,
Hat Sturm und Ebb’ und Flut,
Und manche schöne Perle
In seiner Tiefe ruht.” (Heine, Du schönes Fischermädchen, via Schubert)
“La vertu se tourmente et s’agite où le vice repose en sûreté.” (Sade. Aline et Valcour, II)
Três modos de caracterizar entidades abstratas:
- É algo que não está no espaço-tempo (a vermelhidão é exemplificada nos objetos vemelhos, mas ela mesmo não está neles).
- É algo que só é apreendido após um processo de abstração (vemos uma bola vermelha, mas não a esfericidade e a vermelhidão)
- É algo que pode ocupar a mesma região espço-temporal que outras entidades abstratas (a esfericidade e a vermelhidão de uma bola vermelha ocupam exatamente a mesma região espaço-temporal)
A dizer à amada quando ela se afasta por longo tempo:
“Aber ach! wo blieb auf Erden,
Holde Liebe, deine Spur?” (Johann Georg Jacobi. Trauer der Liebe)
Richard Cartwright (Identity and Substitutivity,1971, in Identity and Individuation) escreve que “[t]o show that two things — propositions or any other tings — really are two, nothing will suffice short of mentioning something true of one of them that is not true of the other.”
Cartwright nega que possam existir coisas indiscerníveis mas que são duas. Parece então que a cardinalidade está intrinsecamente ligada à identidade. Só é possível atribuir um cardinal a uma coleção quando é possível distinguir cada uma delas das demais, isto é, quando não forem idênticas. A mecânica quântica apresentará um contraexemplo?
A dizer no aniversário da amada, quando ela reclama de envelhecer:
Doch holder blüht ein edles Weib,
Von Seele gut und schön von Leib (Ludwig Heinrich Christoph Hölty. Blumenlied)