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А dizer àquela a quem se quer impressionar:
“[Senhora] De costumes suavíssimos e honestos” (Basílio da Gama. O Uraguai, Canto Terceiro)
“No one would designate as the province of natural science the psychic processes of experiencing Nature and thinking about it, rather than Nature itself.” (Husserl. Formal and Transcendental Logic, p. 152)
Em resumo, se a ciência não é ciência da natureza, qual o sentido de se engajar na prática científica?
Condições de possibilidade da experiência vistas como condições instrumentais da aparição de fenômenos (Bitbol, MQ, p.29). Na física clássica os resultados de medida eram, em princípio, “invariantes por modificação de seqüências experimentais e tipos de aparelhagem utilizados” (opcit), permitindo esquecer a determinação contextual da ocorrências dos fenômenos (fenômeno é sempre relativo a um dado contexto experimental), confundindo-os com a coisa mesma. A não-comutatividade de certos observáveis na MQ impede esta independência dos resultados frente a “ordem de utilização da aparelhagem” (p.30)
“de savoir à quelles conditions et dans quelles circonstances particulières il devient possible de surmonter l’agnosticisme et de rattacher les symboles de la théorie physique à l’univers pré-compris des choses et de leurs déterminations propres” (p.31
Husserl. Investigações Lógicas. Parágrafo 42.
Lógica como teoria geral da ciência. Condições de possibilidade de uma ciência em geral. Ciência utiliza conceitos de verdade, proposição, sujeito, predicado, objeto, propriedade, princípio e conseqüência, relativo e relação, etc. Toda ciência pretende falar de verdades, e toda verdade reside em uma proposição, toda proposição contém propriedades e objetos (tipos lógicos de níveis distintos), proposições se encadeiam de acordo com uma operação de conseqüência (dedução).
Lógica estuda estes conceitos e as suas conexões teóricas
Temos uma noção de objeto físico, que nos é dada pelo modo de agir e falar no mundo. É impossível a rejeitar, pois nós de fato guiamos a nossaa ação e linguagem por ela, isto é, toda possível rejeição já é sempre posterior, dependente da sua aceitação prévia. Assim, todo possível objeto da ciência deverá mediar a sua pretensão a ‘objetividade’ frente ao objeto do senso comum. Sendo primitivo e fundamental, o objeto do senso comum fornece o critério, o padrão relativamente ao qual todo candidato à objetividade deve ser medido. Daí pendão pragmatista, a objetividade do objetos (da ciência) depende não princípios a priori fixos e imutáveis, necessaria e universalmente válidos, mas sim é constituído e é relativo a um determinado modo de vida, a um determinado agir e falar. A concepção de objeto do senso comum fixa um certo quadro de expectativas, o modo como esperamos que os fenômenos se comportem. Sempre que esse quadro de expectativas é preenchido, estamos justificados em estender a ontologia do senso comum ao domínio de fenômenos em questão. Daí o pendão transcendental da abordagem, ela busca as condições de possibilidade de um discurso sobre objetos em geral, os limites a que toda atividade experimental deve sujeitar-se para ser considerada experiências sobre objetos.
