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Condições de possibilidade da experiência vistas como condições instrumentais da aparição de fenômenos (Bitbol, MQ, p.29). Na física clássica os resultados de medida eram, em princípio, “invariantes por modificação de seqüências experimentais e tipos de aparelhagem utilizados” (opcit), permitindo esquecer a determinação contextual da ocorrências dos fenômenos (fenômeno é sempre relativo a um dado contexto experimental), confundindo-os com a coisa mesma. A não-comutatividade de certos observáveis na MQ impede esta independência dos resultados frente a “ordem de utilização da aparelhagem” (p.30)
“de savoir à quelles conditions et dans quelles circonstances particulières il devient possible de surmonter l’agnosticisme et de rattacher les symboles de la théorie physique à l’univers pré-compris des choses et de leurs déterminations propres” (p.31
Em Vagueness, Logic and Ontology (The Dialogue. Yearbooks for Philosophical Hermeneutics 1 (2001), 135–154) Vazi enumera alguns motivos para recusar uma abordagem ontologizante da vaguidade, considerando que a vaguidade seja modelada via lógica fuzzy:
(i) A imprecisão dos conceitos vagos desfaz-se em uma infinidade de graus precisos de pertencimento. Em outras palavras, se é impreciso que um indivíduo a possui a propriedade P, então que sentido teria modelar essa relação dizendo que a possui P precisamente no grau μ, isto é, se já temos dúvidas se Pa ou ~Pa, acaso estaremos certos de que Pa precisamente no grau μ?
(ii) Esta abordagem supõe que pontos precisos em que passa dos casos dúbios aos casos certeiros, isto é, que supõe que há um ponto preciso em que deixa de ser verdadeiro que Pa para se tornar apenas parcialmente verdadeiro que Pa. Se não há um fronteira precisa separando os objetos que são P dos objetos que não são P, haverá uma fronteira precisa separando os objetos que são P em grau 1 dos objetos que são P em grau μ.
