“[...] y el día de hoy, mi señor Don Quijote, antes se toma el pulso al haber que al saber: un asno cubierto de oro parece mejor que un caballo enalbardado” (Cervantes. Don Quijote, Segunta Parte, Cap. XX)
Os anticapitalistas costumamos a dizer que mercantilização da humanidade é característica própria do capitalismo. A cantilena do ’ser vs. ter’ é já um velho e tedioso lugar-comum entre os círculos autoproclamados bem pensantes e de esquerda. Há uma certa graça amargosa em ver os supostos progressistas, revolucionários, vanguardistas, críticos, e todos aqueles que, pela esquerda, tão avidamente abraçam as belas críticas à moral, à tradição e aos bons costumes, abraçarem incônscios o mais tradicional e costumeiro moralismo.

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