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Três modos de caracterizar entidades abstratas:

  • É algo que não está no espaço-tempo (a vermelhidão é exemplificada nos objetos vemelhos, mas ela mesmo não está neles).
  • É algo que só é apreendido após um processo de abstração (vemos uma bola vermelha, mas não a esfericidade e a vermelhidão)
  • É algo que pode ocupar a mesma região espço-temporal que outras entidades abstratas (a esfericidade e a vermelhidão de uma bola vermelha ocupam exatamente a mesma região espaço-temporal)

A dizer à amada quando ela se afasta por longo tempo:

“Aber ach! wo blieb auf Erden,
Holde Liebe, deine Spur?” (Johann Georg Jacobi. Trauer der Liebe)

Richard Cartwright (Identity and Substitutivity,1971, in Identity and Individuation) escreve que “[t]o show that two things — propositions or any other tings — really are two, nothing will suffice short of mentioning something true of one of them that is not true of the other.”

Cartwright nega que possam existir coisas indiscerníveis mas que são duas. Parece então que a cardinalidade está intrinsecamente ligada à identidade. Só é possível atribuir um cardinal a uma coleção quando é possível distinguir cada uma delas das demais, isto é, quando não forem idênticas. A mecânica quântica apresentará um contraexemplo?

A dizer no aniversário da amada, quando ela reclama de envelhecer:

Doch holder blüht ein edles Weib,
Von Seele gut und schön von Leib (Ludwig Heinrich Christoph Hölty. Blumenlied)