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Condições de possibilidade da experiência vistas como condições instrumentais da aparição de fenômenos (Bitbol, MQ, p.29). Na física clássica os resultados de medida eram, em princípio, “invariantes por modificação de seqüências experimentais e tipos de aparelhagem utilizados” (opcit), permitindo esquecer a determinação contextual da ocorrências dos fenômenos (fenômeno é sempre relativo a um dado contexto experimental), confundindo-os com a coisa mesma. A não-comutatividade de certos observáveis na MQ impede esta independência dos resultados frente a “ordem de utilização da aparelhagem” (p.30)

“de savoir à quelles conditions et dans quelles circonstances particulières il devient possible de surmonter l’agnosticisme et de rattacher les symboles de la théorie physique à l’univers pré-compris des choses et de leurs déterminations propres” (p.31

OdC adora lembrar que uma formação intelectual sólida requer o conhecimento razoável de uma ou duas tradições religiosas. Parece sensato. É de espantar, porém, que ele nunca mencione a necessidade de conhecer razoavelmente uma ou duas disciplinas científicas. Seria engraçado ver as gentilezas que ele dedicaria a quem quer que dissesse o contrário, isto é, exigisse conhecimento científico mas esquecesse o conhecimento religioso.

Mesa de bar. Uma jarra de vinho sobre a mesa. Elas perguntam se podem sentar, se não vão atrapalhar. GB olha para mim, eu digo: “Claro que podem, não temos nada a esconder. Falávamos mal da humanidade em geral, e não de humanos particulares”.