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Segundo van Fraassen, o realismo “pursues the [...] error of reifying whatever cannot be defined away.” (The Scientific Image, Introduction, p.4). Esta afirmação tomada prima facie apenas diz ao realista que é preciso encontrar um critério de comprometimento ontológico mais razoável do que o critério puramente lógico de Quine.

A filosofa da ciência possui duas grandes vertentes: aquela que se preocupa com a “lógica da ciência” e com o conteúdo da ciência, isto é a estrutura e o conteúdo das teorias científicas, e aquela que se interessa pela relação da ciência com o mundo, os homens ou a história.

“Studies in philosophy of science divide roughly into two sorts. The first, which may be called functional, concerns the content and structure of theories. The other sort of study deals with the relations of a theory on the one hand, to the world and to the theory-user on the other.” (Van Fraassen. The Scientifc Image, Introduction, p. 2)

A dizer quando se quer enaltecer a beleza espontânea, e não produzida artificialmente, de alguém.

“en cuyo rostro divino
se esmeró naturaleza.” (Tirso de Molina. El burlador de Sevilla y convidado de piedra, Primera Jornada)

A dizer em certas ocasiões incofessáveis:

“Y en vuestro divino oriente
renazco, y no hay que espantar,
pues veis que hay de amar a mar
una letra solamente” (Tirso de Molina. El burlador de Sevilla y convidado de piedra, Primera Jornada)

A dizer sobretudo na internet, quando se deseja preservar a anonimidade

“¿Quién soy? Un hombre sin nombre.” (Tirso de Molina. El burlador de Sevilla y convidado de piedra, Jornada Primera)

Confesso que ando lendo Lovecraft. Confesso ainda que reconheço nele qualidades literárias. Ele sabe formidavelmente emular relatos pessoais e jornalísticos. Mas a repetição extrema de qualidades menores não faz grande literatura. O inominável Azathoth e a sua gangue ciclópica já me causam repulsas, não de pavor, mas de familiaridade. Como se fosse um daqueles amigos dos velhos tempos que só consegue falar sobre o preço da gasolina e o jornal nacional.

Par contre, Zola pode repetir-se à vontade que continua o príncipe dos escritores. Engoli em duas tardes o Ventre de Paris. Regalia saborosíssima, ricamente colorida e de gosto forte. Só os cegos e fracos de estômago torcem o nariz quando um bom Zola lhes é apresentado.

Ontem finalmente criei coragem para atualizar o meu Ubuntu do Dapper para o Edgy. Tudo foi suspeitamente bem para um sistema que já tinha passado por dois dist-upgrades. O upgrade valeu a pena, mas a minha Radeon 9200 SE não funciona mais.

Colocar as seguintes três linhas no meu xorg.conf ajudou um pouco, alguns dos erros sumiram, mas continuo sem aceleração gráfica:

Section “Extensions”
Option “Composite” “0″
EndSection

Estou pensando seriamente em mudar para o kubuntu, estas fontes do Gnome 2.16 estão, literalmente, me matando.

Dos recônditos arcanos de sua alma de zeros e uns o GAIM oferece-me vislumbres do mistério do “erro desconhecido”. Se eu não soubesse que a mais dolorosa parte da paixão dos programadores é justamente escrever mensagens de erros para os usuários estúpidos, eu seria capaz de me irritar com o mistério do “erro desconhecido”. Com o GAIM no êxtase místico, volto ao aMSN. Nada contra o aMSN, a sua feiúra é-me mesmo simpática, o problema é que o tcl/tk traz-me à mente lembranças que deveriam ficar esquecidas.

“Were ‘exists’ ambiguous, there would be pairs of entities which seem to exist in different ways and whose seeming ontological difference could not equally plausibly be explained by differences in theris putative properties.” (Michael Levin. Realisms. Synthese 85:115-138, 1990)

Se queremos mostrar que há dois modos de existência temos que mostrar entidades que são diferentes embora essa diferença não possa ser atribuída às suas propriedades. Logicamente isso significaria que teríamos uma linguagem bissortida em que os quantificadores que se aplicam a um tipo de objetos não se aplicam a outro. O problema é encontrar dois tipos diferentes de quantificação que justifiquem o discurso sobre dois modos de existência diferentes.